A divertida história do “Jivin’ Ivan” na Banda do Cidadão
Na cultura dos rádios CB — especialmente nos Estados Unidos durante os anos 1970 e 1980 — era muito comum cada operador escolher um nome de estação (“handle”) que fosse único e divertido. Isso funcionava um pouco como os nomes de utilizador em chats hoje em dia.
Um dos relatos que circula online vem de um grupo de utilizadores de CB que partilhou uma lembrança nostálgica e engraçada:
Dois amigos que viviam a poucas casas de distância começaram a comunicar entre si pelos seus rádios CB, como se estivessem numa pequena “comunidade de emissões”. Cada um escolheu um nome para si na frequência — e o protagonista dessa história acabou por se auto-batizar de “Jivin’ Ivan”.
O que torna a história divertida é a forma como estes nomes eram usados:
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Em vez de simplesmente dizer “olá”, os operadores faziam chamadas usando o nome de estação e um estilo todo seu, com piadas, expressões e até slogans inventados.
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Era habitual que essas “conversas” entre rádios fossem tão criativas e idiossincráticas que pareciam mais sketches de comédia do que simples chamadas de rádio.
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Algumas pessoas levavam isto tão a sério que colecionavam cartões com o seu nome de estação (como colegas de banda faziam com cartões de visita), criavam slogans e até pequenas histórias a partir de trocas de mensagens.
Esta cultura surgiu porque, antes dos telemóveis e da Internet, a Banda do Cidadão era uma das formas mais acessíveis e espontâneas de conversar com estranhos e fazer amigos no ar.
Durante essa mesma época em que rádios CB se tornaram populares, surgiram também canções e filmes inspirados nessa cultura, como a música “The White Knight” (1975), que conta a história de um camionista enganado através de rádio CB numa armadilha de polícia — uma trama tão exagerada que acabou por se tornar um sucesso nas tabelas de música country.